quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dia de Luta em Defesa do nosso Piso Salarial

O Senador Aécio Neves não foi.
A Secretária de Estado de Planejamento e Gestão Renata Vilhena também não foi.
Mas a categoria compareceu à Audiência Pública da Comissão de Fiscalização que discutiria a dívida do Estado de Minas Gerais com a União.
Fomos lá discutir a dívida de Governo de Minas com a educação e com a categoria.
Mas o Presidente da Comissão, Deputado José Maia, achou que deveríamos ouvir a palestra sobre a dívida e não teve a "sensibilidade" (vou usar esta palavra, porque ao contrário do deputado, eu não tenho imunidade parlamentar e respondo por minhas palavras) de ouvir a categoria. Disse muita coisa que não vale a pena repetir aqui. Mas conquistamos o nosso objetivo. Aliás, conquistamos vários objetivos. O primeiro foi dar visibilidade à greve. Greve que não incomoda, não dá resultado. Incomodamos. A nossa presença possibilitou repercussão em alguns meios de comunicação da capital.
Conseguimos uma reunião com o Presidente da Assembleia Legislativa, Diniz Pinheiro. Participaram desta reunião todos da categoria que compareceu a atividade e os deputados estaduais Bosco, Rogério Correia, Carlim Moura, Pompilio, Elismar Prado, Adelmo Carneiro Leão. Ele ouviu a direção do sindicato e vários colegas. Disse o que pensava e ao final conseguimos dois encaminhamentos: de acordo com ele e o Deputado Bosco, o governo apresentará uma proposta entre sexta-feira (01/07)e segunda-feira (04/07). O outro encaminhamento é a articulação, através da Assembleia Legislativa, de uma reunião com todas as categorias em greve: policiais civis, servidores do Ipsemg, trabalhadores da educação e da saúde com o Governo do Estado.
A nossa atividade foi assunto durante todo o dia na Assembleia Legislativa.
Os trabalhadores da saúde e do Ipsemg - que estão em greve - também realizaram atividades na Assembleia Legislativa durante todo o dia.
Quero fazer um agradecimento especial aos que, apesar do cansaço da viagem e das atividades do dia 28/06, se esforçaram e compareceram para este compromisso. São os trabalhadores em greve das cidades: Belo Horizonte, Contagem, Itabira, Ouro Branco, Sete Lagoas, Pompéu, São José da Lapa, Vespasiano, Riberão das Neves, Betim, Unaí, João Monlevade, Conselheiro Lafaete, Coronel Fabriciano, Divinópolis e Itaobim. Também os diretores estaduais do Sind-UTE de Almenara, Salinas, Capinópolis, Juiz de Fora, Nanuque, Uberlândia, Betim, Belo Horizonte, Contagem e Sete Lagoas. Os demais diretores assim como as caravanas que foram embora na noite do dia 28 foram cumprir a importante tarefa de manutenção da greve em suas cidades e regiões.
Sem a presença e perseverança de vocês, o dia de hoje na Assembleia Legislativa não teria acontecido.
Quero agradecer também aos funcionários do nosso sindicato. Neste período de greve o trabalho triplica, a tensão é muito grande, mas sempre podemos contar com eles, independente de horário.
Observação: Peço desculpas a todos que postaram questionamentos hoje, mas não consegui respondê-los. O dia foi muito cheio e tenso e estou colocando este post as 23:50. Vou me esforçar para responder nesta quinta-feira bem como partilhar as demais atividades do dia de hoje e a agenda no STF que conseguimos.

30 comentários:

Anônimo disse...

Beatriz,
Veja o que disse "A capitã do mato", sra. Gazzola. A escravidão aqui ainda continua. Se "bestá muito", o próximo concurso vai ser pra trabalhar de graça e ainda agradencendo as chibatadas. Fico pensando: será que uma pessoa assim tem família? Crê em Deus? Não tem medo do futuro? Não sabe que o mal que fazemos ao outro retorna a nós mesmosi? Ela deve ser mesmo de Marte.

/www.jornalvaledoaco.com.br/novo_site/ler_noticia.php?id=91813

Segue a reportagem na íntegra:

“29/06/2011 13:40 - quarta-feira, 29 de junho de 2011.
Greve: Estado diz que vai descontar dias parados
Secretária de Educação garante que Minas paga piso nacional
DA REDAÇÃO – Diante da nova greve dos professores que já dura desde 8 de junho, a secretária Estadual de Educação, Ana Lúcia Gazzola, argumentou em entrevista, nesta terça-feira (28), que o Governo de Minas paga o Piso Nacional da Educação por meio do sistema de remuneração por subsídio. Ela reafirmou o compromisso do Governo com o diálogo, mas voltou a cobrar o fim do movimento paredista.

Segundo Ana Lúcia Gazzola, de janeiro a maio, deste ano foram realizadas dez reuniões com os representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Esses encontros teriam durado, em média, quatro horas cada. Ana Lúcia Gazzola esclareceu ainda que o valor do piso o nacional é de R$ 1.187 para uma jornada de trabalho de, no máximo, 40 horas. “Em Minas Gerais, a remuneração inicial no sistema de subsídio para um professor com formação em nível médio é de R$ 1.122,00 para uma jornada de 24 horas semanais de trabalho, valor que, estabelecida a proporcionalidade conforme regulamenta a lei, é 57,55% superior ao piso nacional”, reforçou.

A secretária Ana Lúcia Gazzola ressaltou que espera o retorno da categoria às salas de aulas para retomar as negociações. Segundo ela, as faltas estão sendo apuradas e não haverá pagamento antecipado dos dias parados. “É importante esclarecer também que o parágrafo 3º do Artigo 2º da Lei Nº 11.738, de 16 de julho de 2008, em vigor no País, afirma que esse piso é proporcional ao número de horas trabalhadas”, diz ela. Além disso, acrescentou a secretária, já no próximo concurso, cujo edital deve ser divulgado no próximo mês, o valor mínimo da remuneração para os professores (Licenciatura Plena) será, para uma jornada de 24 horas semanais, pelo sistema de subsídio de R$ 1.320,00.”
Abraços,
Kátia - Ipatinga

www.educaja.com.br disse...

Professora Beatriz, sou professora no município de Ribeirão das Neves, na rede municipal e gostaria de lhe dar o parabéns pelo discurso realizado no encontro dos movimentos sociais. Muito bom mesmo, principalmente por falar naquela casa (Camara dos Deputados) no mesmo dia repudiou e maltratou os professores, e que ao anoitecer abriu a porta da casa aos seus verdadeiros donos: o povo. Deram-lhe a vez de por voz (quem diria) na plenária, com direito a bradar suavemente o nosso piso salarial. E o nosso grito tem que continuar: Com luta, com garra o piso sai na marra. Isso sim, foi uma aula de cidadania.

Anônimo disse...

Beatriz, adorei a ação de hoje. Parabéns aos combativos colegas pela garra, luta, coragem, presença. O governo tem dinheiro para pagar o piso, falta vontade política. Quando é para fazer propaganda, educação é bandeira, então precisa valorizar o profissional sim. Piso já. Força, Deus nos abençoe nesta grande luta.ABC

Sebastião de Aguiar disse...

Oi,Beatriz!
Estamos aqui, juntos, LUTANDO e ACREDITANDO neste sonho de JUSTIÇA. Tornando o mundo mais humano, apesar da insensibilidade de muitos.Tornando o mundo MELHOR , apesar da descrença de muitos.SOMOS mais dígnos quando participamos da instauração de uma sociedade mais humana e justa.Somos parte dessa UTOPIA divina que teima em subsistir apesar do medo.
Lembrando São Francisco de Assis: "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível".
Nem sempre poderemos dizer ao final da batalha: "vencemos!"Mas com certeza diremos que LUTAMOS. É assim que os sonhos de DEUS se realizam.
Coragem e força!
Abraços!
Sebastião de Aguiar (Bocaiúva)

Joaquim disse...

Beatriz, precisamos urgentemente, também negociar, além de nosso direito ao piso nacional, o direito a um concurso que esteja de acordo com nossa Constituição Federal. Devemos exigir que as vagas destinadas à Lei 100, sejam lançadas para o concurso. Isso beneficiaria a todos. Veja bem, no Edital poderia ser perfeitamente previsto que o candidato prestasse até duas provas para buscar até duas efetivações tanto como professor, ou quanto cargo administrativo. Exemplo: Existem profissionais que possuem duas habilitações, Português - Inglês, História - Geografia, Filosofia - Sociologia, Matemática - Física, etc. Seria muito bom que pudéssemos prestar o concurso para as duas áreas que somos habilitados. Assim estaria dando uma ajuda considerável a muitos efetivados, que hoje possuem dois cargos e tem esta mesma situação. Bem como estenderia tal possibilidade a tantos outros contratados que aguardam há anos o concurso público.
Além disso, não podemos deixar que o edital saia da forma como afirmou a Secretária de Estado de Educação, onde os novos concursados serão obrigados a se submeterem à remuneração do subsídio. Devemos também reivindicar alterações já neste item.
Gostaria de ler um parecer seu e do sindicato sobre todos os itens que acabo de propor.
Grato e continuemos juntos na luta por nossos direitos.

Joaquim disse...

Beatriz, precisamos urgentemente, também negociar, além de nosso direito ao piso nacional, o direito a um concurso que esteja de acordo com nossa Constituição Federal. Devemos exigir que as vagas destinadas à Lei 100, sejam lançadas para o concurso. Isso beneficiaria a todos. Veja bem, no Edital poderia ser perfeitamente previsto que o candidato prestasse até duas provas para buscar até duas efetivações tanto como professor, ou quanto cargo administrativo. Exemplo: Existem profissionais que possuem duas habilitações, Português - Inglês, História - Geografia, Filosofia - Sociologia, Matemática - Física, etc. Seria muito bom que pudéssemos prestar o concurso para as duas áreas que somos habilitados. Assim estaria dando uma ajuda considerável a muitos efetivados, que hoje possuem dois cargos e tem esta mesma situação. Bem como estenderia tal possibilidade a tantos outros contratados que aguardam há anos o concurso público.
Além disso, não podemos deixar que o edital saia da forma como afirmou a Secretária de Estado de Educação, onde os novos concursados serão obrigados a se submeterem à remuneração do subsídio. Devemos também reivindicar alterações já neste item.
Gostaria de ler um parecer seu e do sindicato sobre todos os itens que acabo de propor.
Grato e continuemos juntos na luta por nossos direitos.

Beatriz disse...

Olá colegas,
gostaria de saber se alguém já tem informações se no próximo pagamento já serão cortados os dias de greve. A mídia precisa conhecer em detalhes a realidade dos fatos porque pela versão do governo, que diz que já paga o piso, fica difícil entender a reivindicação dos educadores. Seria necessário frisar a possibilidade de voltar à carreira antiga e que nesta os salário básico é 339,00. O próprio apresentador da alterosa disse que essa situação está uma confusão. Talvez seja necessário desenhar para eles. Mas precisamos insistir nisso. Obrigada pelo espaço.

culturaindustrial disse...

parabéns pelo esforço de todos vocês empenhados na luta por melhores condições de vida aos profissionais da educação! Este governo sequer respeita a dignidade de um professor. valeu Beatriz e a todos empenhados nesta luta. Estou com vocês!

Elmiro - Uberlândia disse...

prezada Beatriz! URGENTE!

meu nome é Elmiro, estou em Uberlândia, sou professor designado aqui (e tenho outras duas ocupações profissionais).

Eu tenho recebido emails com informações visivelmente equivocadas a respeito desta Greve.

Gostaria de sugerir que você e sua equipe elaborem um Boletim Virtual. Pode ser uma coisa básica, com informações básicas como a legalidade da Greve, para as pessoas não se preocuparem em ser exoneradas ou coisa parecida.

Precisamos de informações reais e contundentes, as pessoas que aderiram à Greve precisam de informação.

Hoje mesmo recebi um email dizendo que "o governo aceitou pagar o Piso e a greve acabou". Notícias absurdas como esta têm de ser rebatidas.

GRATO,
Elmiro

Vilma Luiza disse...

Beatriz, assisti a toda essa movimentação pela TV Assembleia, na manhã de ontem. Foi muito bom mesmo, fiquei eufórica com o desespero do Zé Maia; ora essa,falar de falta de dinheiro numa hora dessas?! Sai pra lá!Ficou tão "feio" o negócio que mudaram o foco da transmissão para outra audiência pública (saúde)e quando retornaram, foi só para "me" informarem da suspensão da audiência, o motivo pelo qual isso ocorrera(a manifestação, o motivo da greve, tudo bem explicadinho) e que naquele momento, em outro salão, os professores estavam sendo recebidos pelo Presidente da Câmara. Uma grande vitória! Abraço. Vilma Luiza, de Montes Claros

Andréia Fonseca Aguiar disse...

Parabéns Beatriz!
Estamos felizes em ter uma pessoa covo você à frente do nosso sindicato. É disso que precisamos: coragem, atitude e consciência política.
Andréia

Anônimo disse...

Beatriz,
E a declaração do Ministro do STF, Mello, que é relator do processo do funcionalismo de SP que cobra um reajuste de 16 anos, - ele afirmar existir uma Lei da época do FHC, em que os governantes são obrigados a reajustar o salário dos servidores e não entende porque os governadores estão passando batido! Não deveriamos valorizar tal declaração?
Abraço

Clóvis - Manhuaçu

Professora de Jaíba disse...

Oi, Bia! Que bom que a atividade do dia 29 foi positiva, sempre do ponto de vista da nossa participação! É porque o governador (cadê ele?) e os que o defendem parecem que não enxergam o que está acontecendo com a educação pública do estado.
Infelizmente, avaliamos com Marilda e não pudemos ficar em BH devido a grande distância. Estaremos juntos novamente na próxima assembleia, no dia 06/07 para continuar defendendo o nosso PISO. Apenas com ele em mãos iremos calar a nossa voz e parar a nossa greve.
Um grande abraço, brava guerreira!
Deus te ilumine.
Cidinha Jaíba

Luciano do Couto disse...

Prezada Beatriz,

Gostei do que fizeram na ALMG. Certamente os "nobres" deputados mereceram foi por conta de suas incompetências, omissões e submissões a interesses que não visam o Bem Comum.
Contudo, vos pergunto a quantas andas a representação feita a Procuradoria Geral em 10/06/2011, acionando o Governador Anastasia por não cumprir a Lei Federal do Piso do Magistério. Pelas impressões que tenho, se o Judiciário não entrar em campo para, ao menos, deixar o Governo realmente preocupado e procurar rapidamente um acordo, temo que terão que engolir a falácia de que o Subsídio atende o disposto na Lei Federal... Mas acho que nisso ainda vai dar margens a questionamentos, visto que a própria Lei que criou o Subsídio permitiu que o servidor optasse ao retorno a sistemática remuneratória anterior ao mesmo e não seria um tratamento diferenciado ter um professor que optou pelo Subsídio "recebendo" o Piso Nacional e um outro que optou por receber como em Dezembro/2010 não estar recebendo conforme manda a Lei Federal do Piso do Magistério??
Sinceramente, a despeito da articulação do Presidente da ALMG (que vejo com reservas face ao carater submissivo dos deputados estaduais aos ordenamentos do Governador), se não acontecer algo que force o Governo a conversar seriamente com o Magistério, a greve ora em curso será mais um murro em ponta de faca.

Cordialmente,

Luciano do Couto

Anônimo disse...

É claro que esses CARAS não iriam aparecer pois tem rabo preso com a sociedade, daqui a quatro anos o Aécinho aparece contando grandeza para os nos favorecidos longe da civilização e ganha para presidente é o que ele quer.Mas vamos conseguir não temos rabo preso não devemos nada pra ele e ele deve muito , logo logo DEUS vai mostrar a todos o tamanho do buraco que ele fez em minas gerais.

Olímpio Moreira disse...

Beatriz,

Não precisamos nos iludir que a grande imprensa fará cobertura de nossa greve como deveria. Dificil isso acontecer. Afinal eles não têm os mesmos interesses do conjunto da população. Muito pelo contrário. Estão acima das leis, não valorizam serviços públicos e defendem outro modelo de país, assim como o governador de nosso Estado.

No momento nosso espaço de comunicação, mobilização e, principalmente, de denúncia têm sido os blogs e as redes sociais. Precisamos usar mais esses espaços, essas redes. Deram certo e estão dando certo em vários movimentos pelo Brasil e pelo mundo. Estamos muito tímidos na utilização dessas ferramentas para nossa luta.

Hoje um dos blogs de maior acesso no país ( http://www.advivo.com.br/luisnassif ) postou e colocou em discussão com dezenas de comentários a greve de Minas Gerais (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-salarios-da-educacao-em-minas).
São dezenas de blogs que, tenho certeza, a exemplo do seu, estão dispostos a colocar em pauta a greve na educação e o descaso com o serviço público em Minas Gerais. Listo abaixo alguns blogs, com milhares de acessos diários, que, acredito, poderão contribuir com nossa luta. Vamos enviar notícias e comentários.
http://www.conversaafiada.com.br/
http://osamigosdobrasil.com.br/
http://www.tijolaco.com/
http://blogdacidadania.com.br/
http://www.viomundo.com.br/
http://www.rodrigovianna.com.br/

Maria Cruz disse...

Em Nova Lima a greve está em 100%. É agora ou nunca.
Força total até a vitória do que é nosso por direito.

Selma Cabral disse...

Educação de Qualidade ?
Há muito a luta pela qualidade da Educação é árdua, grandes educadores se dedicaram a estudar, formularam teses, fizeram trabalhos de campo,a fim de encontrarem uma saída para erradicar o analfabetismo e o não letramento da população brasileira, homens dedicados e apaixonados por seu povo, que sonhavam com uma nação culturalmente desenvolvida em que cada cidadão teria condição de competir em igualdade no mercado de trabalho, Paulo Freire é sem dúvida um grande nome na lista dos utópicos que se foram sem conseguir vislumbrar mudanças positivas em favor da Educação, muitos ainda virão e infelizmente não terão a felicidade de contemplar a concretização de uma Educação de qualidade que esse povo aguerrido merece e precisa. Florestan Fernandes sociólogo e político brasileiro disse : "Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos." Essa máxima sintetiza todas as verdades que são ditas sobre a política educacional, Educação de qualidade não interessa a nenhum governo , pois povo educado se emancipa e em povo emancipado não se põe cabresto. Em Minas Gerais os servidores da educação, estão em greve desde o dia 8 de junho, o deputado Bosco informou aos servidores que uma proposta concreta já está em estudo pelo Executivo e que será submetida à aprovação do governador Antonio Anastasia nesta sexta-feira, quando ele retorna de viagem.O estudo, segundo ele, foi feito pelas Secretarias de Estado de Educação e de Planejamento e Gestão. Os detalhes da proposta não foram revelados pelo Executivo. A partir do exame feito pelo governador, na sexta, seria marcada uma reunião com os servidores.Podemos imaginar a proposta e a preocupação do Estado com os trabalhadores e com a Educação que somente depois de quase trinta dias de greve resolve ouvir a categoria.
Postado por Selma Cabral às 13:24

Anônimo disse...

Não voltaremos sem o piso . Ou esse governador paga logo essa mixaria (porque que vê assim estamos nessa greve, lutando e passando por momentos tensos atrás de muuuuuito dinheiro). A Greve só deve acabar com a decisão irrevogável de pagar o piso. É agora ou nunca. Nem que esse ano letivo se perca. Nós não estamos para brincadeira. Estou com meus músculos tensos, sinto dor de cabeça de tanto preocupar com essa greve. Não voltaremos sem o piso e não podemos negociar somente quando voltarmos, afinal, estamos lhe dando só com gente que não cumpre palavras e nem leis. Abraços e força na luta.

Anônimo disse...

professora Beatriz,
Acho um absurdo a mídia ficar o dia inteiro so falando do caso Bruno, enquanto a greve que os educadores mineiros fazem não apareça.
Esse povo tem que saber que somos muitos e se eles não nos ouvirem, ouvirão nas urnas, pois vamos fazer campanha contra mesmo.
Se somos 300 mil e temos mais de um milhão de alunos, e temos três vezes isso de família, fora os amigos e somos formadores de opinião, vamos dar o troco.
nos aguarde....
Vamos usar a net,os blogs, e principalmente a sala de aula, para
dar aula de verdadeira cidadania.
Denise
BH

Anônimo disse...

professora Beatriz,
Acho um absurdo a mídia ficar o dia inteiro so falando do caso Bruno, enquanto a greve que os educadores mineiros fazem não apareça.
Esse povo tem que saber que somos muitos e se eles não nos ouvirem, ouvirão nas urnas, pois vamos fazer campanha contra mesmo.
Se somos 300 mil e temos mais de um milhão de alunos, e temos três vezes isso de família, fora os amigos e somos formadores de opinião, vamos dar o troco.
nos aguarde....
Vamos usar a net,os blogs, e principalmente a sala de aula, para
dar aula de verdadeira cidadania.
Denise
BH

Anônimo disse...

É impressionante como o ¨Jornal Nacional¨ destaca com ênfase a greve dos servidores públicos da Inglaterra contra reformas da aposentadoria e o movimento de greves dos professores chilenos contra a nova lei de educação, e em contrapartida, nehuma reportagem vai ao ar sobre a greve dos professores de Minas Gerais

Vilma Luiza, de Montes Claros disse...

Colegas,
em repúdio à desfaçatez do jornal ESTADO DE MINAS, capaz de ignorar quase 6 mil educadores na praça da Assembleia e gastar páginas e páginas, fotos e fotos com um melodramático pop star presidiário, cancelei minha assinatura do mesmo. Fiz isso por telefone e por escrito, explicando bem detalhadamente o motivo: a vergonhosa edição do dia 29/06/11. Permaneçamos juntos e firmes, pois é assim que vamos fazer esse PISO acontecer! AHA, UHU, O PISO É NOSSO!...

Anônimo disse...

Alguns professores da E.E.Imperatriz Pimenta em Ibirité estão cumprindo horário, gostaria que o sindicato desse um pulinho por lá,obrigado!

Anônimo disse...

A globo deve ser grega porque falar dos movimentos que acontecem lá pela Grécia a cobertura é o tempo todo...

Daniel Mariano Zocrato disse...

Daniel Zocrato , sou professor da rede municipal de Betim desde 2008 e do Estado de 2004 a 2006, sempre participei de movimentos tanto no Estado quanto na Prefeitura de Betim quando conheci a Beatriz , em 2010 quando ela assumiu a direçao estadual do Sindiute eu pensei " agora tem uma liderança invejavel " Betim ficou pequena para voce Beatriz voçê é extremamente competente , ética e inteligente , um grande abraço

Rejane Figueiredo disse...

Os avanços em nossa greve são percebidos à medida que a categoria e sindicato andam juntos e focam num mesmo objetivo:a conquista do piso nacional.
Todos(as)profissionais da educação, que ainda não aderiram ao movimento precisam erguer a cabeça e vim para a luta, porque estamos em um momento crucial para exigir do governo a abertura para a negociação e conquistarmos o que nos é de direito.

cida disse...

Olá companheira Beatriz! Sou da rede pública municipal da prefeitura de Ribeirão das Neves, e como vc sabe estamos em greve há 30 dias.O senhor prefeito desta cidade se viu no direito de cortar nossos salários sem se quer nos comunicar e além disso colocou no nosso contra-cheque "faltas" e não "faltas greve". Gostaria de saber se este senhor tem o direito de cortar nossos salarios, pois até onde eu sei a nossa greve não foi julgada inconstitucional. Saudaçoes sindicais!

Anônimo disse...

Prezada Beatriz fico feliz de ter uma colega como você, exemplo de luta pela categoria. Tenho fé que vamos conquistar o piso. Sou professor do estado de Minas Gerais com Doutorado, pena que é sem valor para o governo, não sei se um dia vou receber por isso. Mas espero que pelo menos o piso nacional eu tenha direito. Grande abraço, estarei sempre lutando com a classe. Força Professores.

Anônimo disse...

Beatriz,
Ao participar das Assembleis percebi o quanto o comando de greve é competente. Parabéns!
Gostaria de salientar a importância de esclarecer para a sociedade as razões da greve,principalmente nos pequenos município onde a informação é muito restrita, para que a mesma esteja ao nosso lado. O principal meio de comunicação nas pequenas cidades é o rádio, principalmente as rádios comunitárias, pensando nisso gravei uma nota de esclarecimento à sociedade para ser transmitida através das rádios com o objetivo de fortalecer o nosso movimento.

Quem se interessar em mobilizar a sociedade através dessa nota de esclarecimento entre em contato pelo email: crobgoes@hotmail.com

Força companheiros, pois o sofrimento em nossa greve é passageiro, desistir pode ser abandonar uma vida inteira!

Cláudio Góes - Felício dos Santos