quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cemig demite trabalhadores para espalhar terror

A Cemig demitiu nos últimos meses, sem justificativa, 16eletricitários da Cemig Serviços, todos concursados. Também foram dispensados,em junho, sem motivo quatro trabalhadores da Cemig Distribuição, todos com estabilidade, seja porser membro da Comissão Interna de Prevenção de Adicentes (Cipa) ou dirigentesindical.
Para o Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro-MG),ao promover a perseguição política, a gestão da Cemig revive um dos períodosmais tristes da história recente brasileira, que foi a ditadura militar.
Para o Sindieletro as demissões de eletricitários reconhecidoscomo lideranças da categoria visam espalhar o medo e o terror entre ostrabalhadores. A empresa realiza uma caça implacável aos eletricitários quelutaram e participaram de mobilizações por melhores condições de trabalho.
         Na manhã daúltima quarta-feira (20/6) a trabalhadora Mariana Lara Mendes, auxiliar detriagem na Cemig S, em Divinópolis, foi demitida pelo encarregado da empresa.Ela foi dispensada de suas funções sem a necessidade do cumprimento de avisoprévio. Até agora não foi apresentada justificativa para a demissão.
Para o Sindieletro em todos os casos fica clara a perseguiçãopolítica. Mariana fez parte do grupo de trabalhadores que se mobilizaram contraa falta de direitos e as condições de trabalho na Cemig S. Ela participou daAudiência Pública que debateu as relações de trabalho da Cemig, no último dia29 de maio, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
         Durante aaudiência, Mariana e vários outros trabalhadores denunciaram às autoridadespresentes, diante do superintendente de Recursos Humanos, Ricardo Diniz, asmazelas vividas pelos trabalhadores na empresa. Entre as denúncias, Marianadestacou os privilégios para os trabalhadores contratados, que dispõe de carroliberado na empresa, enquanto eletricitários concursados encontravamdificuldades para receber o vale transporte.

Perseguições

         Nasegunda-feira, 19,  a empresa exonerou, de forma arbitrária,cinco eletricitários de Uberlândia, Alisson Rúbio – Pablo Anastácio– Esme Dias Neto – Aleander Vieira Ramos e Sávio Antunes. Nomesmo dia, o leiturista Marcelo Sturverneker de Alcântara,  de Caratinga,foi  afastado, também sem justificativa.
         Na caça aostrabalhadores que lutam por seus direitos, a direção da Cemig viola o direitoconstitucional dos trabalhadores à greve e até a estabilidade de dirigentessindicais e membros de Cipa. Se a diretoria da Cemig estivesse numa empresacomo a CBTU, por exemplo, já teria demitido todo o quadro de trabalhadores quereduziram as operações para escala mínima do metrô e lutam por seus direitos?

5 comentários:

Waender disse...

Para este governador maltratar ainda mais os tralhadores só falta o chicote, até parece que a escravidão voltou.

Anônimo disse...

Sou fã do Rogério Correia. Fico muito feliz que agora, além de controlar o sind-ute, também vai estar dentro da CUT.
Parabéns Beatriz e Rogério Correia, por mais esta vitória.

Anônimo disse...

Boa Noite

A meu ver as pessoas(professores e funcionários da educação) do interior filiados ao sindute estao frustados com a nossa maoir representnte,no caso, voce Beatriz Cerqueira pois nos deixa sem nenhuma informaçao. Quando as tenha ja estao utrapassadas. Sera que nao fomos traidos? Nao importa se e representante da CUT-MG e do SINDUTE-MG, a maioria de nos contribuintes desse sindicato estamos perdidos. Sera que nao seria melhor a desfiliaçao em massa do que ficar nesse enrola enrola? Perdemos o sentido de luta...

Jose Maria da Silva
Filiado desde 1979

Beatriz Cerqueira disse...

Prezado José Maria,
o sentido da luta está na necessidade de mudança das nossas condições enquanto categoria: salário, carreira, qualidade da educação, condições de trabalho e de valorização da profissão.
A filiação a um sindicato precisa refletir a percepção de luta coletiva e fortalecimento da entidade, independente da direção que esteja no momento.
Se pra você não importa que esteja na CUT Minas, respeito a sua opinião mas discordo. Precisamos de mais frentes de luta, de denúncia deste governo e fortalecimento dos trabalhadores do setor público em Minas Gerais. O isolamento de qualquer categoria profissional só interessa ao patrão. Não perdemos o sentido da luta. Apesar de tantos golpes, conseguimos manter um semestre de mobilizações e de denúncias e continuamos com ações neste sentido.
Atenciosamente,
Beatriz

Beatriz Cerqueira disse...

Prezado anônimo "fã do Rogério Correia",
com o tempo aprendi a conviver com ironias como a que escreveu porque podem escrever neste blog desde um professor até o governador sem se identificar e também as provocações servem para matéria de jornal como a que foi publicada pelo jornal EM durante a greve. Mas o seu comentário merece um bom debate. Na verdade você deve ter ficado muito incomodado com o resultado das eleições na Cut Minas porque rompemos a possibilidade de controle da entidade por setores que defenderam aliança PSB, PT e PSDB com o movimento sindical silenciado ou conivente em sua maoria. Haverá reação ao PSDB Sindical em Minas Gerais.
Todos os 77 parlamentares podem adotar uma postura de defesa da categoria e de denúncia dos desmandos deste governo, todos têm a mesma estrutura e redes sociais.
A minha eleição para presidência da CUT deixou muita gente incomodada mas também deixou muita gente contente com os novos rumos do movimento sindical mineiro. O seu sentimento dependerá de que interesses você representa ou defende.