quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Breve avaliação do dia 27 de setembro de 2011

112 dias de greve.
197 horas de greve de fome.
Ao se fazer uma avaliação no calor dos acontecimentos, corremos o risco de sermos mais emotivos e menos racionais. Mas a ausência de espaços e momentos de avaliações contribuem para perdermos o caminho.
Sou da teoria de que recuar jamais, mesmo que seja para tomar impulso. Mas um movimento coletivo não é feito de características pessoais ou fogueira das vaidades. Deve ser pensado à luz de todos os fatores. A greve também não pode se tranformar num espaço de disputa para impor derrota ao outro, mas para a conquista de direitos.
A suspensão da greve, decidida em assembleia na noite do dia 27/09, não foi por uma concordância de que a proposta do governo nos contemplaria plenamente tão pouco significará a pacificação da categoria.
Iniciamos esta greve pelo pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional. O governo ficou por mais de 90 dias insistindo e investindo no subsídio como forma de remuneração. Quando finalmente apresentou um valor de vencimento básico, desconsiderou a carreira colocando um valor que não levava em conta a formação e o tempo de serviço.
Nesta terça-feira, conseguirmos uma negociação do Estado através da Assembleia Legislativa.
Nesta negociação conseguimos: o reconhecimento do Piso Salarial na carreira, o Piso Salarial na carreira da educação (e não apenas para professor, conforme anunciado pelo governo), a suspensão da tramitação do projeto de lei 2.355. O Piso Salarial na carreira significa aplicá-lo na tabela de vencimento básico considerando os percentuais existentes (22% entre os níveis e 3% entre os graus). O reposicionamento da categoria nesta tabela (que está publicada no Informa 48 do sindicato) será objeto de definição por uma comissão com participação dos deputados estaduais, Governo e categoria, com impacto financeiro entre 2012 e 2015. O que nós não conseguimos avançar foi nos critérios deste reposicionamento. Mesmo porque o sindicato defende que tem que ser imediato e automático.
A comissão incia os trabalhos nesta quinta-feira, dia 29/09.
Quanto ao pagamento e reposição, estes assuntos serão objetos desta primeira reunião.
Por isso aprovamos que a categoria aguarde esta reunião para qualquer discussão de reposição.
As exonerações e sindicâncias anunciadas contra os servidores designados foram suspensas.
Porque a greve foi suspensa? Porque conseguimos uma negociação e o reconhecimento do Piso Salarial na carreira. Foi à luz disto, somada à nossa dificuldade de reverter as decisões judiciais, o que fragilizava a situação de cada trabalhador que recuamos.
Pelo meu desejo, a greve continuava. Mas um movimento coletivo não é feito pelo desejo individual e saimos desta greve com o que fomos buscar: com o Piso Salarial.
Fica tudo resolvido? Não. Conhecemos este governo e sabemos que tudo que quisermos será através de pressão e luta. Por isso continuamos em estado de greve e o Comando de Greve se reunirá no dia 08/10 para avaliar a greve e o andamento dos trabalhos desta comissão.
A interlocução do Secretário de Estado de Governo (foi ele que assinou o Termo de Compromisso) foi importante. Este papel caberia à Secretaria de Estado da Educação mas quis assumir outro papel nesta greve.
Recuar dói. Mas é preciso reconhecer que avançamos. Muitos colegas não acreditaram que conseguiríamos uma negociação do Piso Salarial.
Aguardo as avaliações dos/as colegas.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Realidade dos professores de educação física de Minas Gerais

Olá pessoal, o momento é tenso, mas temos que aproveitar as oportunidades para colocarmos na mídia a realidade que vivemos. Uma jornalista fará uma matéria nacional sobre a questão abaixo descrita. Quem puder ajudar poste a situação, descrevendoe um telefone/email de contato. Me comprometo a não publicar os comentários postados. Agradeço a ajuda.
"Segundo o Censo Escolar, cerca de 70% das escolas brasileiras não têm quadra de esportes. Em Minas só cerca de 60% das escolas estaduais tem quadra. O problema se repete nas outras redes também. Preciso ouvir alguém do sindicato que dê uma panorâmica da situação no estado, que explique as dificuldades e tudo o mais: falta de equipamentos, de aulas, questão curricular. E preciso de personagens, professores de educação física que trabalhem em escola onde faltam todos os equipamentos para as aulas e como eles se viram."

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Diário do Acampamento

Prezados colegas,
o acampamento e vigília na Assembleia Legislativa e a greve de fome permanecem.
Cerca de 40 colegas estão no plenário da casa (onde os deputados ficam), articulados pela direção do Sind-UTE MG. Estão cercados e há um processo de negociação para que não haja interferência do Batalhão de choque da polícia militar.
Há colegas de Pirapora, Uberaba, Salinas, Buritizeiro, Almenara, Jordânia, Vespasiano, Belo Horizonte, Betim, Sabará e Itabira.
Neste momento não há reunião confirmada, apenas expectativas. Vamos ter muita calma e tranquilidade para não cairmos em falsas promessas.
Confira as imagens dos colegas.

Subcomissão Especial em Minas Gerais

A Subcomissão Especial para acompanhamento do cumprimento da Lei Federal 11.738/08, criada pela Comissão de Educação da Câmara Federal dos Deputados visitará Minas Gerais nesta quinta-feira, dia 29/09.
Ocorreu um boicote de vários partidos políticos que protelaram a indicação de seus representantes, mas conseguimos que a Comissão assumisse o compromisso de ter uma agenda em Minas Gerais.

Veja este vídeo

Este vídeo me parece muito atual.
Confira