sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O que é útil e o que é inútil ou quando os extremos se encontram

Há um desgaste do processo da reposição e pelo não cumprimento do Termo de Acordo que previa a negociação do Piso Salarial.
A Secretaria de Educação fez o possível para tornar a reposição não um direito do aluno mas um processo de punição à categoria. A Resolução 2.018/12 é o mais novo exemplo do perfil punitivo adotado pelo Governo.
É preciso reconhecer que houve um processo de fragilidade na negociação desta reposição. A reposição começou antes que o sindicato fizesse a negociação. A possibilidade de não "fechar o ano letivo" era um instrumento de pressão que não utilizamos.
É preciso também fazer uma avaliação das derrotas no Judiciário antes e depois da greve. Imputar à direção "as derrotas" no Judiciário foi a estratégia da Secretaria de Educação na disputa de opinião com o movimento. É preciso analisar não apenas o resultado (que foi a negativa) mas o comportamento dos Desembargadores, o momento e os objetivos conjunturais que levaram à propositura de cada ação. É necessário avaliar inclusive se foi correto a propositura de determinadas ações. A proposta de contratação de um escritório fora de Minas Gerais, feita pela Direção Estadual, tem o objetivo de aumentar a nossa capacidade de luta e conquista, levar para um cenário nacional a situação de Minas Gerais, como já fizemos com as peças publicitárias e incomodou bastante, e alcançar vitórias.
É importante refletir também que as informações de qual escritório, qual a linha de defesa, a avaliação do perfil dos desembargadores ou ministros, se o melhor era ajuizar ação durante o período de plantão, qual desembargador ou ministro de plantão e o seu perfil não serão informadas em blog ou sites porque o acesso a estes meios de comunicação não são restritos à categoria. Mas aos que questionam e têm direito de saber, isso está encaminhado. Aos que acreditam que a única possibilidade é a judicial, a luta já recomeçou.
Mas aos acreditam que, além da luta judicial, devemos mobilizar, discutir, reunir, disputar a opinião pública, estamos organizando o Congresso com este perfil.
Aos que acham que o Sind-UTE é sindinútil, só tenho a dizer que os extremos se encontram. A prática de desqualificar lideranças, inclusive no campo pessoal, alijá-las de direitos políticos e isolar o sindicato das discussões das eleições é o caminho adotado pelo Governo e, ao que parece por setores da categoria.
Aos que querem discutir, concordando ou não com a direção estadual, precisamos discutir muito vários aspectos da nossa organização. É necessrio estabelecer políticas de comunicação mais eficazes, mas não é possível ignorar que avançamos e investimos muito na disputa de opinião através de mídia paga como na Folha de São Paulo, Correio Brasiliense, O Tempo, Super, etc. Em apenas 2 dias formos capazes de repercutir em todos os meios de comunicação em Minas e em outros estados o que estava sendo votado pela Assembleia Legislativa. O nosso movimento conseguiu sistematicamente furar o bloqueio e pautar a situação da educação mineira. Basta consultar tudo o que saiu na imprensa em 2011. O nosso movimento, não apenas a greve, teve repercussão nacional e recolocamos o sindicato no cenário de discussões nacionais. Que importância tem isso? Nos tira do isolamento, abre caminhos para procuramos lideranças e setores diferentes. A idéia de que o nosso isolamento é resultado da 'inércia' da CNTE em chamar a greve nacional é falsa. Há um Conselho que reúne as entidades de todos os estados e nele eu cheguei a propor a greve nacional. A avaliação das entidades era de que não seria possível. Nem todas as greves em 2011 foram pelo Piso Salarial e quando entramos em contato com direções de sindicatos de estados em greve não houve interesse ou condições de unificar naquele momento em função da conjuntura de cada um. Nenhuma greve é tirada da "cartola", precisa de tempo e de construção. Há a possibilidade de realizarmos uma greve nacional, proposta com tempo para se construir nas redes estaduais e municipais, que articula a nossa pauta salarial (Piso Salarial), investimento em educação (10% do PIB) e política educacional (Plano Nacional de Educação). Vamos ignorar esta possibilidade de construção nacional, agora já não serve?
A nossa estrutura de organização precisa ser repensada e modificada. Ela ficou pequana para o tamanho do movimento e a participação da categoria nas ações do sindicato. Vi alguns colegas fazendo críticas relacionadas ao trabalho de base e acesso a informações, mas os mesmos são diretores de subsedes do sindicato que tem a mesma obrigação de realizar visitas sistemáticas às escolas. Vários colegas postaram aqui que se sentiram abandonados em relação a informações no processo de reposição, mas nós fizemos boletim esclarecendo questões e orientando que não chegaram até muitos colegas. Sempre orientamos a realização de assembleia locais ou regionais (não apenas durante a greve) mas muitos reclamaram aqui da ausência de espaços de discussão. Sempre orientamos a organização de caravanas para participação nas atividades estaduais mas em algumas regiões a categoria nunca encontrava transporte organizado. Orientamos a organização de panfletagem em todas as regiões do Estado e produzimos 500 mil panfletos. A estrutura do Departamento Jurídico atende ao tamanho e dimensão da categoria? O professor lá de Espinosa que quiser ajuizar uma ação ou esclarecer um dúvida deverá vir ao Departamento Jurídico em Belo Horizonte e isso acontece em todas as regiões (exceto Zona da Mata).
A cada dia está mais clara a estratégia do governo de destruição das entidades sindicais. Começou com a eleição do Sind-Fisco em 2011, continua com a eleição do Sindágua em fevereiro deste ano, com a ofensiva contra os parlamentares que se opoem ao atual modelo de gestão mineira (ameaça de cassação de mandato e comissão de ética) Acho inútil é corroborar com a estratégia do governo e enfraquecer o sindicato.
Agora, em Minas Gerais enquanto corremos o risco de perder direitos adquiridos, o Piso Salarial Profissional Nacional será reajustado em 22%. A situação de empobrecimento, desrespeito, congelamento de carreira não aconteceu com a greve de 2011, vem de um longo período. Sermos a categoria com pior salário de todas as categorias do funcionalismo público não é algo do acaso, há uma política pensada, bem organizada. O que acho é que reagimos a tudo isso e, primeiro o governo vai tentar destruir mesmo, não negociar, desgastar, desqualificar. Não dialogar sobre a Resolução do quadro de pessoal não foi uma mera birra ou esquecimento, não dialogar é para desqualificar aquele interlocutor da sua representação, para que se desgaste com sua categoria profissional. Enfrentamos muita coisa ao mesmo tempo: o controle de parte dos meios de comunicação, o poder político e econômico da segunda maior economia do estado, a parcialidade de diversos promotores, a parcialidade do Poder Judiciário e Legislativo, os setores da sociedade que apoiam o governo, a omissão de setores que deveriam estar presentes. Não há uma realidade fácil para os profissionais da educação de Minas Gerais. Podemos ficar lamentando, fazendo o jogo do governo ou retomar a luta. Alguns fizeram do Congresso em Araxá o ponto para desgastar a direção. Durante todo o nosso movimento, construimos e reconstruimos propostas. Quantas vezes a direção tinha uma proposta que se modificava durante os debates do Comando de Greve e tantas outrs vezes o contrário também aconteceu. Vale lembrar que vários setores da categoria já defendiam a suspensão da greve independente de conseguirmos qualquer negociação e a direção do sindicato correndo para arrancar alguma negociação. Entendo que é necessário desgastar a direção porque este é um ano eleitoral, mas tomemos cuidado para que os extemos não se encontrem.
O Sind-UTE MG é o maior sindicato de Minas Gerais, o segundo maior sindicato da educação do país. Nenhuma organização sindical mineira tem a presença em tantos municípios e acesso direto a tantos mineiros. Na lógica do Governo faz sentido tentar nos destruir. Mas é através do sindicato que resistiremos a tantos ataques teremos conquistas.

Audiência CNTE e MEC

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ao presidente da CNTE, em audiência nesta manhã do dia 12, que a correção do valor do piso salarial profissional nacional do magistério seguirá a lógica da Lei 11.738, porém, que por decisão de Governo, o reajuste só será anunciado em meados de fevereiro, a exemplo do que ocorreu em 2011.

A CNTE tem pressionado o MEC a fazer o anúncio do reajuste do PSPN, uma vez que a Lei do Piso define o mês de janeiro como base para incidência do novo valor.

Desde 2010, o Ministério da Educação assumiu o compromisso de anunciar valores a serem seguidos pelos entes federados como forma de unificar o percentual e o valor de referência nacional, não obstante o critério de reajuste da Lei ser autoaplicável.

Vale lembrar, sobre a questão do valor do PSPN, que a CNTE não concorda com a fórmula de reajuste empregada pelo MEC, pois a mesma atrasa em um ano a atualização real do Piso. Contudo, a sistemática mantém relação com o custo aluno do Fundeb, conforme determina a Lei 11.738, devendo ser assegurado para o ano de 2012 um percentual de 22,22%. Outra questão que diferencia os valores defendidos pela CNTE dos anunciados pelo MEC, diz respeito à primeira incidência do reajuste, que para os trabalhadores refere-se ao ano de 2009, e para o MEC o de 2010.

Diante das controversas sobre o valor do Piso, em 2012, o valor defendido pela CNTE é de R$ 1.937,26 contra R$ 1.450,75 que o MEC deverá anunciar em fevereiro próximo.

Conforme temos acompanhado na mídia, a pressão de governadores e prefeitos contra o percentual de reajuste de 22,22% é grande, razão pela qual a categoria deve manter-se mobilizada para fazer valer esse direito retroativo ao mês de janeiro. A CNTE também acompanhará com atenção os trabalhos no Congresso Nacional, a fim de evitar qualquer outra manobra que atente contra a fórmula de reajuste definida na Lei 11.738.

A luta pela plena e efetiva implantação do Piso é a pauta principal da Greve Nacional da Educação, que ocorrerá de 14 a 16 de março. Os sindicatos filiados também devem aprofundar as estratégias para pressionar os gestores a cumprirem a Lei, ainda que por vias judiciais, em toda sua dimensão. Recentemente, a Apeoesp/SP garantiu, em decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, o cumprimento imediato da jornada com no mínimo 1/3 de hora-atividade para todos os integrantes do magistério público estadual. A decisão é uma importante jurisprudência para outras ações em níveis estadual e municipal.
Fonte: CNTE

Um recado à "Turma do Chapéu"

As redes sociais talvez sejam o único espaço que o governo não consiga controlar. Por isso tentar desgastar a direção do sindicato para desacreditá-la e enfraquecer a luta pelo Piso Salarial é uma estratégia que não deu e nem dará certo. Sei que lideranças que não se vendem incomodam muito. Vou continuar incomodando.
As ameaças postadas aqui assim como as tentativas de se passar por professores da rede estadual já foram devidamente identificadas.
Depois da publicação do livro "A Privataria Tucana", deveriam sentir vergonha de tudo o que fizeram ao país.
Uma síntese da Privataria:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Em debate a Resolução 2.018/12 que organiza o quadro de escola e designações

O foco da nossa luta é organização para a conquista do Piso Salarial e da nossa carreira. No entanto, outras questões influeciam o cotidiano de trabalho de cada profissional da educação e ignorar esta situação só contribui para que ela se deteriore. Por isso, a pedido de vários colegas faço desta postagem um espaço para discutirmos a Resolução SEE 2018 de 06 de janeiro de 2012 que estabeleu normas para organização do qusdro de pessoal das Escolas Estaduais e designação.
A situação de Minas Gerais é muito peculiar: governo não cumpre o que assina e não dialoga com a categoria as questões pertinentes à sua vida funcional. A forma como o quadro da escola foi definido, durante um período em que as escolas não funcionam com regularidade (parte da categoria está de férias e parte realizando reposição), sem qualquer diálogo, só acrescenta mais descontentamento e insatisfação. Esta Resolução é importante porque organiza as regras funcionais para todo o ano de 2012.
O que o sindicato fez? Considerando a necessidade de organização do quadro de pessoal das escolas estaduais de Minas Gerais, a contratação para o próximo ano letivo e jornada do professor de acordo com a Lei Federal 11.738/08, o Sind-UTE solicitou o agendamento de reunião com a Secretaria de Estado da Educação, ainda em dezembro. A Secretaria de Estado da Educação respondeu que a reunião seria agendada para “meados de janeiro de 2012”. No entanto, a reunião não foi agendada e a Secretaria publicou a Resolução SEE nº 2018. O sindicato reiterou o pedido de reunião e foi agendada uma reunião para o dia 27/01, 15 horas. A Resolução SEE n. 2.018/12 e os ofícios cidados estão disponíveis no site do Sind-UTE MG e foram encaminhados às subsedes.
Algumas questões iniciais para o debate:
- A jornada do professor regente
A jornada do professor regente não está estabelecida de acordo com a Lei Federal 11.738/08. O artigo 55 da Resolução estabelece que haverá alteração "no que couber, após a conclusão dos estudos para a regulamentação prevista no artigo 23 da Lei 19.837/11 e das adaptações necessárias do SISAP". Isso significa que o Governo de Minas iniciará o ano letivo descumprindo novamente a legislação federal com o professor regente com 18 aulas em sala.
- Critérios complementares para atribuição de turmas
Serão estabelecidos pela escola e aprovados pelo Colegiado, antes do início do ano letivo. Novamente, a categoria será ignorada porque esta definição será feita durante as férias ou recesso.
- Ajustamento funcional
De acordo com a Resolução o servidor em ajustamento funcional poderá ser remanejado caso não seja possível o seu aproveitamento na escola. Quem define isso?
Além disso, ele terá seu desempenho avaliado por critérios que a Resolução não estabelece. Não há sequer a garantia de que o servidor participará da sua avaliação.
- Critério para distribuição de turmas
De acordo com o artigo 8o. as aulas, turmas e funções serão atribuídas aos servidores efetivos e efetivados observando o cargo, a titulação e a data de lotação na escola. Aqui não distinção entre os vínculos funcionais. Está correto um procedimento que desconsidera o concurso público?
No entanto, a possibilidade de efetivados completarem o cargo não foi contemplada.
- Substituição
Os Auxiliares de Serviços da Educação Básica somente terão direito à substituição em afastamentos superiores a 15 dias, Assistentes Técnicos para afastamentos superiores a 30 dias, Professor para o Ensino do Uso da biblioteca e especialista para afastamentos superiores a 60 dias. Quem se responsabiliza pelas funções dos colegas afastados em períodos inferiores ao que foi definido. Há aqui uma situação clara de sobrecarga de trabalho e economia com a não contratação.
No caso de substituição de professores dos anos finais do ensino fundamenta e no ensino médio para afastamento por até 15 dias está estabelecido que professor sem a formação para atuar nestes níveis assumirá a regência.
- Designação
Prevalece a lista de 2011, o que exclui os recém formados e impede que os profissionais da educação que modificaram a sua escolaridade possam se candidatar considerando a nova situação. Qual o objetivo disso?
O vínculo de designação de 2011 para 2012 permanece, com uma observação: o professor e o especialista que atuou nos três primeiros anos no ensino fundamental do ciclo inicial de alfabetização em escolas com mais de 30% de alunos com baixo desempenho na avaliação censitária perde o vínculo.
E quem discordar pode protocolar reclamação administrativa fundamentada. (artigo 49 da Resolução)
Uma leitura da Resolução demonstra um perfil punitivo, com estabelecimento de critérios subjetivos chamados de "conveniência pedagógica" e avaliações do desempenho sem critérios. A situação do servidor em ajustamento funcional permanece sem um tratamento justo e respeitoso.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Avaliar para continuar

O ano de 2011 terminou com a categoria sem o Piso Salarial e um acordo descumprido, vivenciando desrespeito e desvalorização.
Paulo Freire nos ensinou a permanentemente refletirmos sobre a nossa ação e assim sermos capazes de novas ações.
O que explica a atual situação dos profissionais em educação depois de tanto esforço, de tanta luta coletiva?
A cada dia fica mais claro o objetivo do governo mineiro (ou de parte dele) que é a destruição da organização sindical que foi capaz de manter sua autonomia e coordenou uma luta para tentar tirar da situação de empobrecimento uma categoria que ano após ano tem sido desvalorizada pela gestão do PSDB em Minas. Por isso tantas ações para tentar desacreditar o nosso sindicato. Seremos capazes de enfrentar com unidade e inteligência estas estratégias? Este é o desafio para o início de 2012.
Vi sendo contruída a idéia de "incompetência" no campo jurídico. Construção que começou pela Secretaria de Estado da Educação em notícia postada em seu site e acho que o governo está ganhando nesta estratégia.
Quando defendi a realização do Congresso no início do ano argumentei para a sua realização a conjuntura que viveríamos: a organização do quadro de escola sem diálogo com a categoria, a jornada do professor sem definição, um novo formato para o Ipsemg, a categoria sem Piso Salarial. É o que está acontecendo. O Congresso é o espaço para discutir, encontrar pessoas de todas as regiões do estado, pensar coletivamente. Claro que a sua realização não exclui ações que já foram definidas em outros campos como o jurídico, mas é um espaço importante, pensado em outra lógica: sempre fizemos congresso como política interna do movimento, espaço para disputa pré eleição do sindicato. Agora, a lógica proposta é como política externa, de luta pelo Piso Salarial e pela carreira. Pode dar certo ou errado, como qualquer estratégia que é pensada. Após ver a reação dos grupos que são oposição à direção do sindicato, refleti se de fato estaríamos corretos nesta proposta. Acredito que estamos por tudo o que já escrevi a respeito.
Após a votação na Assembleia Legislativa realizada no dia 23 de novembro, me perguntei várias vezes se valia a pena continuar. O ano de 2011 nos ensinou várias lições entre elas a importância da unidade. Vários colegas tiveram novo corte de salário enquanto outros estão de férias. Vários lutaram por 112, ou 111 ou 110 ou quantos dias deram conta. Outros trabalharam normalmente como se a reivindicação da greve não os fosse atingir. Mas no momento de retirar direitos, o governo mineiro não fez distinção: retirou direito a biênio, quinquênio, trintenário, aulas facultativas, extensão de jornada, gratificações de todos e todas. independente de ter participado da greve. Espero que os colegas que não estiveram na luta em 2011, estejam conosco este ano.
As idéias não parecem muito alinhavas nesta primeira postagem de 2012, mas era o que gostaria de partilhar. Gostaria que soubessem que neste ano lutaremos para que tenhamos um ano de conquistas, um sindicato cada vez mais forte e representativo.
Vale a pena continuar, não por projetos pessoais, mas por um projeto coletivo de termos uma sociedade mais justa, o que não pode ocorrer sem a valorização do profissional da educação.